Também chamado de Cotovelo de Tenista é a causa mais comum de dor no cotovelo e acomete de 1 a 3 % da população.

Apesar do nome sugestivo de inflamação, a epicondilite é uma doença degenerativa que acomete os tendões extensores que se originam no epicôndilo lateral, sendo, portanto, uma tendinose.

Alguns estudos mostram que a lesão é resultado da aplicação de tração contínua por repetição, resultando em microrrupturas da origem do músculo externsor radial curto do carpo seguidas de fibrose e formação de tecido de granulação. O tecido apresenta-se macroscopicamente (“à olho nú”) com aspecto friável, brilhante e edematoso.

Alguns autores classificaram a doença em quatro fases. O primeiro inflamatório, reversível e sem alteração patológica. O segundo caracterizado por degeneração angiofibroblástica. No terceiro acontece a tendinose ampla associado à alteração estrutural (ruptura tendinosa). No quarto estágio, além das alterações desse último, encontra-se a presença de fibrose e calcificação.

Ela acomete mais comumente sedentários, principalmente na quarta e quinta décadas de vida, com acometimento semelhantes entre homens e mulheres e com mais frequência no braço dominante.

O diagnóstico é efeito, basicamente, observando-se a história do paciente e o exame clínico. Radiografias são de pouco valor, porém a ultrassonografia e ressonância podem ser úteis em alguns casos. O paciente queixa-se de dor na região lateral do cotovelo, estendendo-se ao dorso e região distal do antebraço. Também costumam relatar fraqueza para agarrar e carregar objetos com a mão do membro envolvido.

Doenças que podem ser confundidas com a epicondilite são cervicobraquialgia, contratura da capsula posterior do cotovelo, compressão do nervo interósseo posterior, sinovite, corpos livres articulares, osteoartrose e lesão ligamentar.


Raramente o tratamento cirúrgico é indicado, sendo indicado apenas após, pelo menos, 9 meses de tratamento conservador. O tratamento não-cirúrgico é eficaz em mais de 90% dos casos, e inclui repouso relativo, compressas, analgésicos, órteses no cotovelo e punho, fisioterapia, infiltração com corticoides, toxina botulínica, plasma enriquecido em plaquetas, ondas de choque.

Quando a cirurgia é indicada, ela pode ocorrer de maneira aberta, com mini-incisão, ou por videoartroscopia.

Mais informações? Procure seu ortopedista de confiança.

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